
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) lançou o estudo “Saúde Mental dos Docentes e Afastamentos por Transtornos Mentais no Brasil: Evidências, Políticas e Desafios até 2035”, que analisa o crescimento dos afastamentos de professores por transtornos mentais e os desafios estruturais enfrentados pelo setor educacional brasileiro.
A publicação integra a série “Caminhos da Saúde Suplementar: Perspectivas 2035” e tem como objetivo antecipar cenários, identificar gargalos e subsidiar políticas públicas baseadas em evidências. O estudo foi desenvolvido a partir de dados do INSS, do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho e de uma ampla revisão da literatura científica nacional e internacional.
Principais destaques do estudo
Crescimento dos afastamentos por transtornos mentais
Ansiedade, depressão, estresse ocupacional e transtornos de adaptação aparecem como as principais causas de afastamento entre professores. Os dados mais recentes indicam aumento expressivo dos códigos relacionados a ansiedade e estresse (CID F41 e F43), especialmente em afastamentos de natureza ocupacional.
Diferenças entre tipos de afastamento
Nos afastamentos classificados como relacionados ao trabalho (B91 – auxílio-doença acidentário), predominam transtornos ansiosos e reações ao estresse, diretamente associados às condições laborais. Já nos afastamentos por doença comum (B31 – auxíliodoença previdenciário), a depressão e os transtornos afetivos são as principais causas, indicando quadros mais prolongados e multifatoriais.
Impacto das condições de trabalho
O estudo aponta que sobrecarga de trabalho, múltiplas demandas, escassez de suporte institucional, conflitos interpessoais e falta de reconhecimento profissional contribuem de forma significativa para o adoecimento mental dos docentes.
Diferenças conforme o público atendido
Professores que atuam com adolescentes típicos enfrentam desafios ligados à desmotivação, indisciplina e pressão por desempenho. Já aqueles que trabalham com alunos com deficiências do desenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome de Down, lidam com demandas emocionais mais complexas, exigindo formação específica e apoio multiprofissional.
Tendência global do adoecimento docente
A literatura internacional revisada confirma que o adoecimento mental de professores é um fenômeno global, observado em diferentes países e contextos econômicos, com prevalência elevada de burnout, ansiedade e depressão. A pandemia de COVID-19 agravou esse cenário, intensificando o desgaste emocional da categoria.
Impactos na qualidade da educação
O estudo destaca que o sofrimento psíquico dos docentes afeta diretamente o ambiente escolar, o engajamento dos professores e o desempenho dos alunos, reforçando a relação entre saúde mental, qualidade do ensino e sustentabilidade do sistema educacional.
Recomendações e caminhos apontados
O relatório enfatiza a necessidade de políticas públicas integradas que articulem educação, saúde e assistência social, com foco em:
- criação de núcleos de apoio psicossocial nas escolas;
- capacitação contínua em saúde mental e autocuidado;
- rotinas pedagógicas mais equilibradas;
- valorização profissional e melhoria das condições de trabalho.
Segundo o IESS, a escola do futuro deve ser um ambiente emocionalmente sustentável, que reconheça o professor como sujeito de cuidado e integre o bem-estar mental ao projeto pedagógico, como condição essencial para a qualidade da educação e para a sustentabilidade das políticas públicas até 2035.
Psicologia online e o cuidado com a saúde mental
Com o avanço das discussões sobre saúde mental e bem-estar, alguns planos de saúde já oferecem serviços de psicologia online como um diferencial dos benefícios contratados. A proposta é ampliar o acesso ao cuidado emocional e trazer mais segurança e acolhimento aos beneficiários.
Entre as possibilidades disponíveis, conforme as regras de cada plano, estão:
- atendimentos psicológicos à distância, por meio de teleconsultas, sem a necessidade de deslocamento;
- agendamento de consultas com psicólogos e/ou psiquiatras diretamente pelo aplicativo da operadora;
- atendimento presencial na rede credenciada, de acordo com a cobertura contratada.
Para saber quais dessas opções estão disponíveis, é importante entrar em contato diretamente com a operadora do plano de saúde e verificar as condições de utilização e contratação dos serviços.
Cuidar da saúde vai além do aspecto físico. O equilíbrio emocional é parte fundamental de uma vida mais saudável e segura, especialmente diante dos desafios do dia a dia. A Rose Life segue à disposição para orientar e apoiar você na escolha das melhores soluções para o cuidado com a saúde mental.
Fonte: O conteúdo deste artigo foi elaborado com base no estudo “Saúde Mental dos Docentes e Afastamentos por Transtornos Mentais no Brasil: Evidências, Políticas e Desafios até 2035”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).







